sábado, 1 de agosto de 2009


Nuvens em festa num céu de diamantes:
A alegria orvalhou em minha face teu bem querer.
Sinto-me agora iluminada.
Tua energia protege minha alma.

Eu relato teu encanto feito um doce
E minha boca saboreia-te languidamente
Por palavras sortidas em tua homenagem.
Arrisco te amar.

E tu forjas meu corpo em riscos.
Tombado em lençóis onde nos atamos,
Tu me abrigas em teu peito farto de coração
Consumando o desejo lúcido que em bruma se esparrama.

Num abraço, mergulho profundo em tua pele:
Febril sensação que me traga ao teu mundo.
Minha cabeça traz a insanidade e o amor guardados:
Perco-me no que teu afiado olhar confia .

Encanto sublime que embala minhas disposições,
És feito narcótico, avassalas meu espírito;
Contentas minha alma,
à tua unida entre labaredas de eternidade.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Velejando sobre notas do pentagrama do grande mestre


Sonhos mal escritos
em vômitos de sangue.
Uma ânsia em permanecer
diante da imagem perseguida.
Talvez uma fuga ou
um colorido agressivo e atroz
de minhas sérias ambições.
Contendo o desejo latente, inconfidente?
As sensações o trazem, feito respirações.
Aplaudo minha própria utopia
e minha maneira covarde de me expressar,
pondo em traços minha dor.
Lanço minha esperança
para manter minhas invenções mentais.
E o rio das criações, fluido de tais manifestações,
identidade que rompe o estado da situação,
conclui o meu divagar.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Dali, de lá, de cá... de ângulos perturbadores....


Ao sabor de um teto morto,
como cada nota ritmada.
Vôo nas possibilidades recalcadas
de tudo que aqui não paira.
Em um contorcer experimento sensações
de um flanar estático na minha cama.
Busco expressão dessa cadeia refinada
delineando palavras tortas deliciosas,
toscas...
Toco o teto e desmorono!
Concreta luz me desvia
da colisão no devaneio
e me abandono em política razão
tateando no vazio...
Na ilusão de um discurso fiel.

Raquel Basilone

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Se o meu corpo usa hoje veste negra;

não porque o luto no meu peito se aloja,

minha alma é que abriga a carruagem

de luxúria feito susto de um momento.

A carne vibra, tu palpitas, um instante,

nossa alma vive junta em pensamento.

Vista em close, nossa vida não perece,

eterniza, se percebe, não se encolhe.

Cerra a pálpebra, mas a história não se encerra,

um perfume se dispersa em ar etéreo

Desfalecem as matérias no cimento...

pressentida colisão de dois destinos.

Sobrevoam noite afora em manto escuro

partes unas a olhar de muito longe.

Satisfeitas em subir a tal altura,

seguem rindo, alcançada sua cura.

Raquel Basilone

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Contornos



Delineia em cada toque, ante o sonho,
em tua mão
Pincela-me a face, contorna o corpo,
Colore cada sonho.
Com teus olhos, ilumina.
E flui n'um caminho invisível.
Discorre em gesto cada texto imaginado:
sinto fugidias descrições,
perco a linha, em fino fôlego esguio
pra onde subo devagar.
Pesadas pálpebras insistem levar-me mais longe,
impõe-se,
Enquanto continuas, em movimentos leves.
Rendo-me por um instante e passeio,
flutuo, suavemente encantada.
Viagem fugaz e repentina donde volto,
amparada por tua fixa retina.
Segue o curso, e dessa vez me apago.
Eis a sede: não sacia!


Raquel Basilone

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Apresentação


A idéia desse blog é compartilhar com vocês uma visão de duas pessoas, em co-autoria. Somos um casal olhando as sombras, fazendo do desenho, texto e do texto uma imagem.
Apresento-me como a responsável em contribuir com as palavras aqui postadas: Raquel Basilone. Espero nada definir e sim abrir portas para diversos olhares.
Ele, que brinca com a sombra e luz, delineando em seus traços as imagens, é o Dejair Veroneze.
Que essas composições possam brincar com os sonhos e pesadelos de quem aqui nos visitar.
Benvindos às profundezas virtuais do nosso blog!